Houve um tempo em que o riso era mais sincero. Um tempo em que os abraços eram mais calorosos e as conversas, de cabeça no colo, confidenciavam segredos mais profundos, de sentimentos mais intensos, de palavras mais sinceras. Houve um tempo em que se ria por tudo, se chorava por nada, e a qualquer decisão as mãos estavam sempre entrelaçadas. Amizade, familiaridade, amor, paixão, raiva, brigas e pedidos de desculpas. Houve um tempo em que, tudo o que a gente mais queria era viver juntos, no lustre de um castelo, ao som da banda preferida (de preferência na versão das nossas vozes desafinadas que tentavam incansavelmente acompanhar o violão do melhor amigo, do príncipe da casa). Houve um tempo em que eu não imaginava estar longe de vocês.
domingo, 3 de março de 2013
sábado, 26 de janeiro de 2013
Não se conteve e gritou
Ela segurou ao máximo dentro do peito. Prendeu junto com a respiração, trancou junto com olhos apertados. Apertou nas palmas das mãos esmagadas pela força dos dedos, esmagou com a língua presa aos dentes. Mas não se conteve. Quando o ar faltou, ela gritou.
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PâmellaDalvesco
quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
Lugar-comum
Ver você exibindo ela pra sociedade, passar na frente da sua casa e te ver abraçadinho com ela, me dá uma sensação terrível de derrota. Sim, derrota. Porque você poderia ter me trocado por uma garota foda, linda, inteligente, poderosa. Mas não. Você preferiu aquela mulherzinha clichê; um corpinho bonito, de cabeça vazia, chatinha como todas as ex-namoradas que você costumava xingar. Preferiu manter o status de namorado-pau-mandado de sempre. E eu, que só queria mudar sua vida, não ganho mais nem um bom dia seu. E eu acho incrível como eu posso, num estalar de dedos, ter o homem que eu quiser ao meu lado, mas posso estalar mil vezes os dedos, que não vou te ter de volta. O que eu faria, se o tempo voltasse atrás? Não, não seria como ela. Ainda que seja a sua vontade viver com uma garota clichê, eu faria tudo de novo pra te mostrar uma vida melhor, ainda que você não notasse, mas que o seu coração com certeza sentisse.
"Você manchou nós dois e desbotou a cor de um só coração."
"Você manchou nós dois e desbotou a cor de um só coração."
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PâmellaDalvesco
quinta-feira, 22 de novembro de 2012
Duas forças que se atraem
Eu tento incessantemente esquecer o quanto você me faz bem. O quanto você é o cara que mais me faz bem em todo o mundo! Que você se apaixonou por mim em menos de trinta segundos e nunca soube explicar por quê nem como. Tento esquecer que até o toque do seu celular é parte da minha música preferida e que você o escolheu sem saber disso. Você diz que parece que estava escrito há tempos, em outra vida. E eu tento não lamentar o fato de termos nos encontrado tão tarde nesta. Mas quando eu menos espero, quando quase já esqueci, o destino te poe de novo no meu caminho! E é tudo tão perfeito, é tudo tão... nós. O seu olhar, o seu sorriso lindo de sempre, o seu abraço que se encaixa perfeitamente no meu corpo, o seu beijo tão sincero... É como se eu tivesse estado sempre ali. Como se as nossas vidas se pertencessem. É como você diz, pode passar vinte anos, olhar pra você vai ser sempre um momento inexplicavelmente lindo. Daí eu já não consigo mais esquecer, porque você também não esquece. Nos vemos por um momento e pensamos um no outro por eras, até o destino nos pregar mais uma peça. Eu te carrego aqui no peito pra sempre, com uma esperança de que um dia tudo vai se ajeitar, que um dia deixará de ser tarde pra nós, que um dia nossos caminhos deixem de se cruzar, pra se unir numa estrada só.
"E ninguém dirá que é tarde demais, que é tão diferente assim."
"E ninguém dirá que é tarde demais, que é tão diferente assim."
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PâmellaDalvesco
terça-feira, 20 de novembro de 2012
Esforços X Sorrisos
Sabe, eu quase desisti. Quase mesmo! Quando eu vi que tudo não ia sair como o planejado, que mais da metade das pessoas envolvidas não pareciam se importar, quando trocaram nosso combinado por outros compromissos (importantes ou não), quando vi que o dinheiro no caixa não ia dar. Achei que o esforço ia ser em vão. Mas não foi. Em vão foi a minha preocupação com todos aqueles que deixaram de estar aqui, com todos aqueles que, com certeza estão hoje vendo as fotos e se arrependendo de ter se esforçado pra não comparecer. Agora pra aqueles que vieram, ah... O sorriso de cada um vai ficar gravado aqui comigo pra sempre! Valeu todas as noites mal dormidas, todos os suspiros profundos ao fazer orçamentos, todas as dores no coração ao pagar as parcelas da chácara. Valeu. Cada esforço, por cada sorriso que eu pude receber nesse III Acamparact do Distrito 4470. E eu tive a prova de que, com cem, cinquenta, vinte ou até cinco de nós, a diversão e o companheirismo estarão garantidos. Espero vê-los em breve, em mais um evento, ou num dia qualquer!
III Acamparact Distrital / Dourados-MS
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PâmellaDalvesco
domingo, 11 de novembro de 2012
Dona do seus ideais
Ela sempre teve sonhos. Não realizou todos, é claro. Muitos, porque depois de um tempo ela notou que não seriam tão válidos para sua felicidade. Em sua caminhada na realização desses sonhos, teve altos e baixos. Talvez mais baixos do que altos. Mas nesses baixos, ela pegava impulso para ir ainda mais alto! Era o que dava força para que ela passasse além da altura dos sonhos abandonados, para alcançar ideais maiores, melhores. Ela não se tornou exatamente aquilo que imaginava. Como ela mesma diz, de tanto tentar ser o que não era, foi aquilo que não quis. Às vezes pensa que se tornou tudo aquilo que muitas vezes criticou, se tornou aquela que sempre rejeitou. Mas porque, num desses saltos mais altos, notou que era muito melhor ser assim. Se arrepende, é claro, de ter julgado comportamentos que, hoje, entende que são corretos. De ter tido sonhos tão baixos, que não a faziam enxergar outros pontos de vista. E hoje ela é a mulher de sonhos altos, de saltos maiores, sempre dona dos seus próprios ideais, com direito a fazer deles realidade ou não. Tornou-se a mulher com sonhos de menina, a menina com responsabilidades de mulher.
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PâmellaDalvesco
sexta-feira, 9 de novembro de 2012
Pra falar de Deus
Há um tempo atrás, ainda adolescente, fiz uma escolha: seguir os passos de Deus. Sempre tive fé, mas até então não sentia realmente a presença Dele perto de mim. Eu havia apenas me acostumado a ter fé. A partir daquele dia, depois de um retiro de três dias, participando de um grupo de pessoas da minha idade, senti Deus perto (pertinho mesmo) de mim. Senti o que era, afinal, a fé. Hoje carrego Ele dentro de mim, junto ao meu coração. Deus fez milagres sim, na minha vida. Grandes e pequenos. E são os mais pequenos que me agradam. A cada dia Ele me traz uma página nova, em branco, onde juntos só temos escrito sobre vitórias. Hoje uma prima muito querida está entrando para esse grupo que mudou minha vida. Mandei uma cartinha, que ela receberá durante o retiro. Escrevendo aquelas poucas palavras, senti de novo a verdadeira fé dentro de mim. Por isso, hoje, esse post vai ser de alavanca para ela, lá no Decolores! Que Deus a abençoe hoje, como me abençoou há sete anos atrás. Que ela passe a sentir a partir de hoje a presença real e fiel Daquele que nos ama a cada dia, independente de nossos erros, de nossos defeitos, de nossas preferências; Aquele que escolheu nos amar, que mandou Seu Filho para morrer por nós. E, mesmo que você aí que está lendo essas palavras não acredite em Deus, lhe peço que hoje, só hoje, também ore por alguém que você ama. Tenho certeza que, ainda que não note, você terá feito um grande favor a toda a humanidade.
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PâmellaDalvesco
quinta-feira, 8 de novembro de 2012
(des) ilusão amorosa
Prefixo des- separação ou ação contrária: desfazer. Ilusão: "Engano dos sentidos ou do espírito que faz tomar a aparência pela realidade". E pra quê viver de aparências, não é mesmo? A gente sempre busca alguém que nos complete, que seja a nossa metade da alma (ou da laranja, pra quem preferir). E daí se por dentro aquele cara não é o fofinho bonitinho por quem você se iludiu, me diga, minha cara, por que ficar chorando por ele? Olha só, aparência por aparência, tem um monte de outros caras (até mais) lindos por aí! Então que tal se empenhar em DESfazer essa ilusão? Viva intensamente e alegremente todas as DESilusões da sua vida, porque elas são a prova real de que aquele cara não é o seu gentleman! Sorria a cada desilusão, desiluda-se o quanto puder e fique somente com o que é real! Lembre-se: desiludir-se é bem melhor que viver pra sempre iludida.
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PâmellaDalvesco
quarta-feira, 7 de novembro de 2012
Perdi a força no punho da arte
E se eu tentasse voltar a escrever um texto por dia? Com poucas palavras que fosse... Eu recriaria o hábito da boa escrita? Bem, para isso, é preciso persistência, outra coisa que também perdi de uns anos pra cá. Mas ontem ouvi uma grande amiga dizer que sente saudade de ler meus textos. Será que ela não merece que eu tente mais uma vez? Sim, eu creio que sim. Então, vamos lá! Um texto por dia, por amor à arte, na dor e na alegria!
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PâmellaDalvesco
terça-feira, 6 de novembro de 2012
Matando a criança dentro de mim
Não por querer, porque fosse a minha real vontade. Mas eu decidi fazer aquilo que sempre neguei que faria; matar a criança dentro de mim. Por necessidade. Ela passou a me trazer muitos problemas! Acreditava em realização de sonhos, acreditava em pessoas, acreditava no amor. Me fazia sofrer. A cada dia seu riso inocente e irritante foi me fazendo deixar de gostar dela. Afinal, eu me tornei a adulta que nunca quis ser (e precisava encarar isso). Aqueles sonhos, aqueles risos, aquele amor, me barravam no crescimento do ser exterior no qual eu me havia tornado. E eu decidi; a criança dentro da minha alma era finita. Mas, no caminho, uma cigana me disse que eu tinha dentro de mim uma menina cheia de luz, e pediu que eu não a sufocasse com as ilusões e dores da vida adulta, pois ela era a chave da minha felicidade. Então notei que, desde que eu me desentendera com essa menina dentro de mim, as coisas vinham acontecendo tortas. Desde que eu comecei a rejeitar o seu riso frouxo, a estagnar os seus sonhos alegres e cheios de amor, a minha vida vinha sendo torta. Pensei por um tempo e decidi fazer as pazes com ela. Percebi que eu não preciso matá-la, preciso apenas aquietá-la (e aquietar-me), para esperar que a vida aconteça da maneira de Deus, no tempo Dele e não no meu. E assim vou, aos poucos, revivendo e aprendendo com a criança dentro de mim.
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PâmellaDalvesco
terça-feira, 17 de julho de 2012
" Eu gosto tanto de você, que até prefiro esconder"
Sabe, eu me apaixonei por você. Não vou te contar, muito menos tentar te conquistar. Você já pertence a outra pessoa e eu não vou passar por cima disso. Mas quando estou perto de você, tenho vontade de pedir ao tempo que não corra tão depressa, que me deixe te ouvir falar um pouco mais. Caminhando ao seu lado, eu diminuo os passos, pra que a distância a percorrer pareça mais longa, só pra eu ficar ali um pouco mais. É quando você me abraça. Talvez por ter percebido que diminuí os passos, ou só mesmo porque, sendo essa pessoa maravilhosa que você é, tenha sentido a necessidade de me dar um pouco do seu carinho. Carinho esse que me assusta, porque às vezes me confundo, pensando que um dia pode ser só meu. Mas não pode, eu sei. Só sei que, quando estou contigo, é sempre maravilhoso, por mais curto tempo que seja. E a noite que passei deitada ao seu lado, olhando pro céu, foi de longe a melhor noite que já passei com um cara, acredite! Eu não queria mais sair dali. E, de alguma maneira, senti que você também não. Pela primeira vez, me senti eu mesma ao lado de alguém. Permaneci em silêncio por vários momentos, apenas sentindo essa coisa esquisita que tomou conta do meu peito; te olhando ali ao meu lado, de olhinhos fechados, pensando que talvez estivesse sentindo que eu te observava. Quando abria seus olhos, eu fechava os meus, pra que você não notasse. Você já tem uma vida longe daqui e eu não pretendo te atrapalhar. Por isso, no que depender de mim, você nunca vai saber que me apaixonei, que desde o primeiro dia em que te vi, não consegui mais te esquecer.
"Deixa assim ficar subentendido. É uma ideia que existe na cabeça e não tem a menor pretensão de acontecer."
"Deixa assim ficar subentendido. É uma ideia que existe na cabeça e não tem a menor pretensão de acontecer."
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PâmellaDalvesco
sexta-feira, 30 de março de 2012
Hoje

Hoje sinceramente eu acordei disposta a mudar tudo aquilo que não me faz bem… E se por acaso você não tiver mais notícias minha, acredite… você faz parte da mudança!
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PâmellaDalvesco
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
A janela dos seus olhos
Quando encontro seus olhos, em meio a tantos olhares, e eles me fitam incansavelmente, eles se tornam janelas. Janelas límpidas através das quais eu posso ver a felicidade. Quando seu corpo encontra o meu, num abraço apertado, e eu posso sentir nossos corações batendo, eu fecho meus olhos e faço um pedido; que as suas janelas não se fechem tão logo. Que seu peito bata sempre mais forte e seu abraço seja sempre apertado. Que sempre que eu encontrar seus olhos, em meio a outros ou sozinhos, eles sempre me mostrem esse brilho sincero, que faz o meu coração sorrir.
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PâmellaDalvesco
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
Um algo melhor
E mais uma vez eu me surpreendi com as alegrias que a vida me traz! Eu aqui lamentando por um mísero minuto de atenção de alguém que eu gostaria que se importasse, sem saber que há quem realmente se importe! Se importa, e não faz isso pra mostrar, pra encantar ou qualquer coisa assim. Se importa porque quer se importar! E isso é só a vida me mostrando, mais uma vez, que Deus nos tira certas coisas pra deixar nossas mãos livres pra receber algo melhor, bem melhor!
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PâmellaDalvesco
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
Espaço
Estou há exatamente 46 dias sem te ver; 22 dias sem receber mensagens suas; 24h e 42 minutos sem brigar com você. Mesmo estando afastados, ainda brigamos. E brigo mesmo! Mas brigo por amor. Brigo pra encontrar algum motivo que me afaste de você. Brigo pra dizer a mim mesma 'está vendo porque você não deve lutar por ele?'. Mais um minuto e tudo passa. Mais um minuto e eu vejo o quanto eu gosto de você e o quanto quero gostar ainda mais de você. Mas são 68 dias, 24 horas e 42 e dois minutos. E esse tempo, que seria tão pouco perto de você, é uma eternidade por estarmos assim, tão afastados.
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PâmellaDalvesco
domingo, 11 de setembro de 2011
Romances diários
Sou romântica mesmo e daí?
Daquelas que choram sempre no final do filme, e que assistem de novo e de novo os filmes em que choram e as cenas em que eles finalmente ficam juntos. Sonho em me casar com o cara bonito que passou na rua, que tinha um bom perfume e um olhar distraído, mesmo que ele não saiba de nada e eu sobre ele, menos ainda. E se amanhã passar outro alguém tão lindo quanto, os sonhos serão os mesmos. Mas meu coração sempre tem um destino, pelo menos ele acha que tem! Um objetivo, mas que quase sempre, como acontece com todos os românticos, é ignorado pela outra pessoa. É o que nos faz sonhar de novo com aqueles que passam nas ruas. Eu olho cada detalhe da rua, do céu, das plantas. Flores. Muitas flores! Nos jardins, nos cabelos, nos vestidos. Muitos vestidos. Porque não há nada que a gente que ama o amor, goste mais que vestidos. Gosto dos pingos de chuva que brilham ao sol que está por detrás das nuvens, e da sensação deles caindo nos ombros. Escrevo frases, muitas vezes sem sentido, porque afinal, nem meu coração faz mesmo muito sentido. Mas o que importa é que a cada piscar de olhos, me renovo em mais um romance, preenchido de sonhos, lágrimas e sorrisos, fazendo com que me torne a cada instante, uma romântica mais e mais apaixonada.
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PâmellaDalvesco
sábado, 16 de julho de 2011
segunda-feira, 6 de junho de 2011
Um par
Quando o novo dia raiar, e aquele sol despontar, é só me chamar.
Vou estar aqui, no mesmo lugar
Esperando aquele dia voltar.
Vou estar aqui, no mesmo lugar
Esperando aquele dia voltar.
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PâmellaDalvesco
sexta-feira, 29 de abril de 2011
PROCURADO
O HOMEM QUE ROUBOU MINHA ATENÇÃO COM APENAS UM OLHAR E DESAPARECEU.
"Dancing, dancing... I got you deep inside of my mind!"
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PâmellaDalvesco
quarta-feira, 13 de abril de 2011
Quem garante Que o que você é É o que o outro espera de você?
Sem me comparar
Sem entristecer
Sem tentar mudar
Sem poder entender.
Não dá
Eu vou ter que sair pra poder voltar.
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PâmellaDalvesco
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
A Garota dos Pés de Vidro
Muitas coisas me levaram a me encantar com esse livro. Primeiro foi o nome, que soou em meus ouvidos como um leve sino que parecia tentar me dizer que a leitura valeria a pena. Depois foi a capa, lúdica e encantadora, com sua impressão em relevo que, por vezes, estudei com as pontas dos dedos sem perceber, enquanto mergulhava página por página do seu interior. Por fim, as palavras, que me fizeram esquecer o mundo à minha volta, fazendo me sentir como se eu mesma estivesse em St Hauda's Land e, quem sabe, que eu mesma fosse a garota a se transformar subitamente em vidro. Apesar de eu ter torcido o tempo inteiro para um final completamente diferente, eu coloco "A Garota dos Pés de Vidro" na minha lista de prediletos. É o típico livro que mexe com os meus sentidos. Procurei saber um pouco mais sobre o autor, Ali Shaw, e me encantei mais ainda! Seu site é tão lúdico e fascinante quanto o próprio livro. Poderia escrever milhares de cartas elogiando seu trabalho, realmente encantador. Mas limitei-me a dizer que sim, eu acredito no gado com asas de borboleta, em corpos de vidro no fundo de um lago, num animal que transforma em branco tudo o que vê.
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PâmellaDalvesco
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
Lúdico romance por palavras irreais
Hoje passei horas na livraria. Se pudesse, compraria todos os livros do mundo. Leria um a um, dando a cada um a importância e relevância merecidas. Gosto de mergulhar nas palavras, me afundando num mundo inquieto, porém, seguro dentro da minha própria mente, imaginando cada detalhe, criando cada cena, cada espaço, cada personagem; criar um mundo como eu bem entender.
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PâmellaDalvesco
domingo, 23 de janeiro de 2011
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
A minha alma chora
O sorriso está estampado no rosto, a alegria é visivelmente invejável. Vivo rodeada de gargalhadas estonteantes e, por vezes, até sufocantes.
Tudo parece tão bem! A casa está em ordem, a família mesmo longe está tranquila, os amigos estão sempre presentes, o emprego vai melhorando a cada dia...
Mas é quando fecho os olhos e enxergo lá dentro, na escuridão do meu pequeno corpo, que vejo o que não me agrada; a minha alma chora. Está com os olhos lavados de lágrimas tristes e com os pulmões apertados de tanto soluçar. Por vezes a encontro de joelhos, com os olhos cerrados, numa espécie de descanso da tristeza. Tento alegrá-la e reanimá-la de todas as formas, tento mostrar que aqui fora tudo vai bem, que estamos tranquilas! Mas ela sente que não é bem assim, que ainda falta. E não faltaria tudo o que tenho, se eu tivesse a sua alegria sincera. Trocaria meu sorriso no rosto por suas lágrimas doloridas, inverteria a situação e choraria por fora, sorrindo por dentro. Porque o que me mata, é o que vejo todos os dias na minha secreta escuridão. Quando fecho meus olhos, eu sinto; a minha alma chora.
Tudo parece tão bem! A casa está em ordem, a família mesmo longe está tranquila, os amigos estão sempre presentes, o emprego vai melhorando a cada dia...
Mas é quando fecho os olhos e enxergo lá dentro, na escuridão do meu pequeno corpo, que vejo o que não me agrada; a minha alma chora. Está com os olhos lavados de lágrimas tristes e com os pulmões apertados de tanto soluçar. Por vezes a encontro de joelhos, com os olhos cerrados, numa espécie de descanso da tristeza. Tento alegrá-la e reanimá-la de todas as formas, tento mostrar que aqui fora tudo vai bem, que estamos tranquilas! Mas ela sente que não é bem assim, que ainda falta. E não faltaria tudo o que tenho, se eu tivesse a sua alegria sincera. Trocaria meu sorriso no rosto por suas lágrimas doloridas, inverteria a situação e choraria por fora, sorrindo por dentro. Porque o que me mata, é o que vejo todos os dias na minha secreta escuridão. Quando fecho meus olhos, eu sinto; a minha alma chora.
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PâmellaDalvesco
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
Exemplos
Existem tantos exemplos por aí para serem ou não seguidos, e nós os ignoramos sempre a cada dia, e depois jogamos na nossa própria cara que sabíamos que tudo terminaria assim. É a filha da vizinha que se envolveu com um tranqueira, é a filha do fulano que engravidou, é o primo do amigo do irmão do seu primo, que faliu porque confiou no sócio, é o seu tio que foi internado com dor no fígado porque bebia demais. É a sobrinha da sua madrinha, que casou com um homem bom e agora vive feliz, é o seu primo que se dedicou pra fazer a faculdade que gostava e hoje é um empresário de sucesso, é o cara da tv que não tinha nada na vida e, com esforço, ganha mais dinheiro que três de você mesmo.
Exemplos e exemplos e exemplos. Depois sempre nos questionamos por que tudo dá errado, dizemos sempre estar perdidos, sem saber o que fazer! E é só olhar em volta, está cheio de placas indicando, é só escolher qual caminho quer seguir! Mas sempre fechamos os olhos e acabamos indo, por orgulho, medo ou vaidade, pelo caminho mais obscuro, pela rua sem saída. E é só quando nos damos de cara com o abismo ou com o muro da última casa que fecha a rua, que nos lembramos que lá atrás havia uma placa que dizia "não deves seguir por aqui".
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PâmellaDalvesco
sábado, 9 de outubro de 2010
Racional
Estava mais lindo do que nunca, tão cheiroso quanto de costume. Sua voz tão doce me dizendo o quanto eu estava bonita. Sim, senti vontade de jogar-me em seus braços e enchê-lo de beijos. Mas me contive. E, num momento de pêsame interior, reduzi minha euforia a um simples 'obrigada'.
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PâmellaDalvesco
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
"Otariedade" Feminina
Eles sempre falam que vão voltar
E nós sempre acreditamos
Ou fingimos que acreditamos
Mas mesmo quando fingimos
Ficamos esperando que eles voltem.
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PâmellaDalvesco
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
Saudade
"Eu sei o que é procurar vocês nas outras pessoas e não encontrar". Essa foi a frase que me quebrou as pernas de hoje, do ano todo, talvez da vida toda. Ouvir uma de suas melhores amigas dizer isso dói, principalmente por saber que você também sente, exatamente, a mesma coisa. É sempre assim, mas não deveria. Chega uma hora em que todos sempre se separam e fica essa saudade imensa e imensurável; a saudade dos sorrisos, das lágrimas, das tardes passadas junto mesmo sem fazer nada, dos segredos compartilhados, da euforia de correr pra ganhar um abraço por ter passado de ano, por ter conseguido um emprego ou um aumento, por ter pego o cara mais gato da festa. É a dor que aperta o peito com o vazio de não ter por perto aquela pessoa com quem você sabia que podia deixar as chaves de casa. As chaves agora ficam no bolso à espera de alguém a quem possa entregá-las. Mas procura tanto, tanto, tanto... e não consegue achar mais essa preciosidade em pessoa alguma. Encontra amigos legais, parceiros, que pode até ser que estejam do seu lado quando precisar. Mas você não se sente em casa, não se sente à vontade pra abraçar apertado sem motivos, pra deitar no colo sem pedir, pra fazer um carinho sem que te peçam. Porque todas essas coisas se constroem em anos, e você vai ter de esperar muito tempo pra se sentir assim de novo. É quando dói mais ainda, por saber que você vai ter que dormir sozinha mesmo com medo do escuro, que não tem ninguém aqui perto que possa entrar pra te fazer companhia, pois as chaves, aquelas que você confiou a alguém, estão longe e não há o que fazer. E você nunca vai pegá-las de volta, porque o que quer é que essas pessoas possam sempre entrar na sua casa, que não tem portas abertas pro mundo, mas que se enche de alegria quando alguém que tem as chaves, volta pra tomar um chá.
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PâmellaDalvesco
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
Deita e rola
Eu tenho fama de boazinha, calminha, zen. Eu evito discussões, tenho fadiga de desavenças, não causo tumulto nem armo barraco. Se não fico brava? Fico. E muito. E você saberá que me deixou brava quando encontrar meu olhar indiferente, te desprezando deliciosamente, fazendo com que todo o seu topete se desmanche, sem que ninguém perceba. Ficará entre nós. Eu e você saberemos que me me irritou e porquê. Então aproveite do meu excesso de bondade, deite e role sobre a minha paciência, antes que acabem os estoques.
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PâmellaDalvesco
terça-feira, 13 de julho de 2010
O caminho
Me pergunto por que existe o orgulho.. Será só pra que as pessoas tenham no que pisar?
Às vezes fico pensando como eu ainda o tenho, mesmo com tantos tropeços pelo caminho.
E eu vejo as fotos e os videos das pessoas que o feriram, e meu peito dói, se rasga ao meio.
Me sinto cansada, muitas vezes, é quando tenho vontade de fugir. Será por isso que não consigo parar muito tempo no mesmo lugar? Vivo mudando, tentando achar um lugar em que eu possa descansar, em que eu possa viver com tranqüilidade, um lugar em que haja pessoas em quem eu possa realmente confiar, em quem eu possa buscar abrigo, refúgio. Mas penso também que talvez isso não exista. E que se for assim, eu vou continuar correndo em vão, buscando uma borboleta que nunca pousa, porque provavelmente é fruto da minha imaginação, fruto do meu coração, que é ingênuo e insiste em procurar pessoas melhores.
"Pelas minhas trilhas, você perde a direção; não há placas nem pessoas informando aonde vão"
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PâmellaDalvesco
segunda-feira, 12 de julho de 2010
Hoje me encontrei com uma libélula
Há tempos não via uma delas. Passou sobrevoando o vidro do carro, alegre e vivaz.
Eu a cumprimentei, extasiada pela surpresa da sua visita. Ela já havia ido embora, mas como se tivesse me escutado, voltou tão logo, deu mais duas ou três voltas por cima do carro, como quem dissesse "que bom que gostastes da visita! Poderíamos tomar um chá numa tarde qualquer!" E partiu, antes que eu pudesse aceitar o convite. Ah, querida libélula, se podes me ouvir, sinta-se à vontade para voltar na hora do chá, com sua vivacidade de pequeno dragão alado, impetuoso e ao mesmo tempo dócil, alegrando pequenos instantes com seu vôo sempre apressado, de quem corre contra o tempo.
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PâmellaDalvesco
quarta-feira, 21 de abril de 2010
We'll paint the town red and we'll shake the trees
Estive pensando em como as coisas são tão diferentes lá na terra de onde vim. Me lembro de as pessoas se importarem umas com as outras. Me lembro de o bem estar do seu amigo ser prioridade, acima de qualquer festa, de qualquer prova, de qualquer emprego, de qualquer compromisso. me lembro de as amizades serem incondicionais. Lá, as pessoas costumavam se importar com o "ser eternamente responsável por aquilo que cativas". Hoje vejo essa frase estampada na boca de quase todo mundo que encontro por aqui, mas ela não se fixa, de fato, no coração de nenhum deles, como se fazia cravada na alma daqueles que lá, talvez nunca nem a tivessem dito. E esse laço que tínhamos (e temos) é tão forte, que nem na distância se pôde perder. Sei disso, porque ao sinal da primeira lágrima que cai, ao primeiro aperto no peito, é por eles que meu coração pede. É a eles quem procuro, é o nome deles que digito por primeiro na lista de endereços do msn, do celular, é o nome que procuro na velha (e inseparável) agenda. É o nome ao lado de tantos poemas que já escrevi. E não é coisa minha, é coisa daquela velha terra vermelha, dos costumes daquela cidade de que eu costumava reclamar. Sei disso, por cada janelinha de msn que pula na minha frente tão de repente dizendo 'amiga, ainda está aí? preciso de você'. Sim, eu estou! E sempre estarei! Até o dia em que a gente se canse e resolva voltar, resolva estar perto de novo, e não perto de coração, mas perto de colo, de abraço. Porque, como eu já disse, naquela terra esse costuma ser um compromisso que está acima de qualquer escolha: a amizade de confiança incondicional.
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PâmellaDalvesco
quinta-feira, 15 de abril de 2010
Escaldado
Como um gato arisco, ao primeiro sinal de ameaça, eriçava o pêlo e esquivava, afastando-se com agilidade. Não por medo, mas por esperteza e precaução, pois sabia que nem toda mão afável é devidamente confiável, que nem toda palavra dita é, por certo, verdade e nem todo olhar carinhoso, é de fato amigável.
E sabia disso porque até mesmo o mais dócil dos cães, certa vez, num súbito golpe já lhe havia mordido.
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PâmellaDalvesco
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